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Locação de brinquedos

Como atravessar janeiro a abril na locação de brinquedos

Por que os quatro primeiros meses do ano são fracos no setor, o que fazer em setembro para não sofrer em janeiro, e o que vender na baixa.

Foto de Leonardo Rodrigues
Sócio-fundador — comercial e vendas · · 5 min de leitura
Brinquedos infláveis azuis e brancos dobrados e empilhados sobre paletes num galpão vazio

Em resumo Os quatro primeiros meses do ano são consistentemente fracos na locação de brinquedos, com quedas relatadas de até 50% em janeiro. O pico é outubro, novembro e dezembro, com um segundo pico em junho e julho. Quem compra equipamento com o caixa do pico e não separa reserva passa o começo do ano pagando parcela sem agenda — e a preparação da baixa acontece em setembro, não em janeiro.

Números medidos pela L2 Mídias

Curva de sazonalidade da locação de brinquedos infláveis
Pico em outubro (Dia das Crianças), novembro e dezembro; segundo pico em junho e julho (festas juninas); baixa consistente de janeiro a abril, com queda relatada de até 50% em janeiro jul/2025 a jul/2026
Concentração semanal do volume de festas
Cerca de 90% do volume ocorre no sábado e no domingo; dia de semana é fraco jul/2025 a jul/2026
Efeito do clima sobre a demanda no nicho
Previsão de chuva de 70-80% derruba a procura por infláveis e brinquedos de água; chuva no fim de semana aumenta a procura por cama elástica de uso coberto; feriado prolongado tende a ser fraco porque as famílias viajam jul/2025 a jul/2026
Início da divulgação para o pico do Dia das Crianças
A divulgação começa em 1º de setembro, com foco em escolas e condomínios, para a data de 12 de outubro jul/2025 a jul/2026

“Janeiro até maio, sim, pesadinho.” A frase é de uma decoradora, mas descreve o ano inteiro de quase toda operação de festa infantil.

A sazonalidade do setor é uma das mais previsíveis que existem — e é justamente por ser previsível que sofrer com ela é uma escolha de planejamento.

A curva do ano

PeríodoComo se comporta
Janeiro a abrilBaixa consistente; janeiro cai até 50%
MaioRetoma aos poucos
Junho e julhoSegundo pico — festa junina, touro mecânico, brinquedo de água
Agosto e setembroEstável, com preparação do pico
OutubroMaior pico do ano — Dia das Crianças, 12/10
Novembro e dezembroPico sustentado — confraternizações e fim de ano

E há duas camadas que se somam à curva anual:

A semana. Cerca de 90% do volume acontece no sábado e no domingo. Dia de semana é fraco o ano inteiro — o que faz dele o espaço natural para promoção sem queimar a tabela de preço.

O clima. Previsão de chuva de 70% a 80% derruba a procura por inflável e brinquedo de água. Chuva no fim de semana, por outro lado, aumenta a procura por cama elástica de uso coberto. E feriado prolongado costuma ser ruim: as famílias viajam em vez de fazer festa.

O erro que transforma a baixa em crise

Comprar equipamento em setembro, com o caixa entrando do pico, e não separar reserva para janeiro.

É a sequência mais comum do setor: o pico de outubro a dezembro dá a sensação de que o negócio deslanchou, o brinquedo novo é parcelado, e em janeiro a parcela continua enquanto a agenda esvazia. Some a isso o que aperta o caixa das famílias no mesmo período — IPVA, material escolar, contas de início de ano — e a baixa vira aperto.

A correção é de gestão e não de marketing: o mês forte financia o fraco, e a reserva precisa ser separada enquanto o dinheiro está entrando.

O que fazer em cada fase

FaseO que fazerPor quê
SetembroComeçar a divulgação do Dia das CriançasEscola e condomínio decidem devagar
Out a dezSeparar reserva de caixa para o começo do anoÉ quando há dinheiro para separar
Out a dezProspectar empresa, escola e condomínio para jan-abrÉ quando há contato ativo
Out a dezColetar depoimento e material de divulgaçãoA operação está rodando e rendendo foto
Jan a abrManter a campanha ligada, com outra mensagemMenos concorrência; aprendizado preservado
Jan a abrVender antecipação para o pico seguinteCaixa hoje, agenda depois
Jan a abrPromoção de dia de semanaA agenda está vazia de qualquer forma

A terceira linha é a mais difícil de executar e a que mais muda o ano seguinte: prospectar quando se está ocupado exige disciplina, e é exatamente por isso que quase ninguém faz.

O que vender quando não há aniversário infantil

Os públicos que não seguem o calendário da festa de criança:

  • Eventos de empresa e confraternizações, que decidem devagar e pagam mais
  • Escolas e condomínios, com data própria e verba planejada
  • Datas comemorativas menores, que não dependem de fim de semana
  • Pacote antecipado para outubro e dezembro, com preço travado

E há um formato que costuma ser esquecido: dia de semana com condição própria. A agenda de terça está vazia o ano inteiro; oferecer preço melhor ali não queima a tabela do sábado, que é onde está a demanda.

Por que não desligar a campanha

A reação intuitiva a receita caindo é cortar marketing. Neste setor isso tem dois efeitos ruins.

O primeiro é de aprendizado: desligar apaga o histórico da campanha, e religar em março significa recomeçar do zero justamente quando o ano retoma — pagando caro por conversa no mês em que a concorrência voltou.

O segundo é de ciclo: uma festa infantil é contratada de 1 a 3 meses antes. Cortar o anúncio em janeiro esvazia março e abril, não janeiro. O prejuízo aparece depois, quando já não dá para relacionar com a decisão que o causou — raciocínio detalhado em quanto tempo até a primeira festa pelo tráfego pago.

Checklist do calendário

  • Sei quais foram meus três meses mais fracos no ano passado, com número?
  • Separei reserva de caixa durante o pico?
  • A campanha continua ligada na baixa, com mensagem ajustada?
  • Tenho oferta específica para dia de semana?
  • Existe lista de escolas, condomínios e empresas da região para prospectar?
  • A prospecção começa em outubro, e não em janeiro?
  • A divulgação do Dia das Crianças começa em 1º de setembro?
  • Tenho pacote de antecipação para vender na baixa?
  • As parcelas de equipamento cabem no faturamento de janeiro, não no de novembro?

A última é a que separa uma baixa tranquila de uma baixa desesperada — e ela se decide na hora de comprar o brinquedo, não na hora de pagar a parcela. A conta está em quanto custa montar uma locação de brinquedos.

Na baixa, o canal que continua trabalhando sem consumir verba é o perfil de empresa no Google — e é justamente quando sobra tempo para deixá-lo em ordem. O roteiro está em Google Meu Negócio para locação de brinquedos.

Quer esses números aplicados à sua locadora?

Os dados deste texto vêm de operações reais que acompanhamos. Se quiser saber onde a sua está perdendo festa — no anúncio, no atendimento ou na capacidade —, deixe seu contato.

Ao enviar, você concorda com a nossa política de privacidade.

Perguntas frequentes

Devo desligar a campanha em janeiro para economizar?

É a reação intuitiva e costuma sair cara por dois motivos. O primeiro é que desligar apaga o aprendizado da campanha, e religar em março significa recomeçar do zero justamente quando o ano volta. O segundo é que há menos concorrência disputando espaço na baixa, o que tende a baratear o alcance. O que muda na baixa não é ligar ou desligar: é a mensagem e o público.

O que dá para vender de janeiro a abril?

O que não segue o calendário de aniversário infantil: eventos de empresa, ações em escola e condomínio, confraternizações, e as datas comemorativas menores. Também é a janela para vender antecipação — pacote fechado agora para uma data do segundo semestre, com preço travado, que resolve caixa hoje e agenda depois.

Baixar o preço na baixa resolve?

Preço é a alavanca mais fácil de puxar e a mais difícil de desfazer: quem baixa em janeiro tem dificuldade de voltar ao valor em outubro. Alternativas que preservam a tabela são promoção de dia de semana — quando a agenda está vazia de qualquer forma —, combos que aumentam o ticket, e pacote antecipado para o pico.

Quando começar a divulgar para o Dia das Crianças?

Em 1º de setembro, com foco em escolas e condomínios. O 12 de outubro é o maior pico do ano no setor, e a decisão de escola e condomínio é mais lenta que a de família — quem começa em outubro chega depois de a verba já ter sido comprometida.